sexta-feira, 8 de julho de 2011

Igreja em Leiria

07.06
A pessoa dormiu demais, até às 9h45m. Um silêncio, nada te incomoda no hotel. Ainda não tinha acontecido, mas no problem, tou de férias. Se aconteceu é porque estava precisando, afinal tenho andado bastante. A vontade de conhecer muita coisa é grande e o único problema de acordar tarde é que precisei andar por aqui mesmo.
Enfiei o pé na jaca e tomei um café da manhã que mais parecia um almoço, bom demais da conta.
E rua.
Fui a uma igreja lá no alto... Encarnação. E, depois do castelo de Leiria, foi o que mais me impressionou. Pedi ajuda a Nossa Senhora dos operado dos joêi e fui subindo, subindo e fotografando, fotografando e subindo. À medida que subia, o frio aumentava, uns 14 graus, e ventava que a máquina até tremia, mas cuidei direitinho, viu filho?
Eu estava bem agasalhada com o blusão do Túlio (brigaduuu) e minha sandalinha adidas de mochileira tá uma maravilha, vou até usar mais em Goiânia quando voltar, isso é, se eu voltar... Kkk
Haja pernas pra tantos degraus, mas devagar e sempre cheguei. O ar puro entrava nos pulmões sem pedir licença e era bom demais. Estava com vontade de ouvir uns sambas e chamei o grupo Fundo de Quintal pra ir comigo na empreitada. Isso me animou muito, o ritmo ajuda qualquer um.
Fiquei um tempo curtindo a paisagem e é incrível como não penso em nada nesses momentos, por isso que viajar e conhecer coisas diferentes faz bem pra gente.
Depois foi descer e andar nas lojas, conhecer o centro histórico melhor, e é bem bonito.
Meninas, vocês não fazem ideia de uma coisa: aqui em Leiria a loja Zara é a mais barata... risos... Quase caí pra trás quando vi camisetas femininas, lindas, por 3,50 euros. Mas viajar não é pra comprar, é pra gastar com outras coisas, penso eu, e fiquei besta de ver sandálias chics por 19,00 euros. E pensar que evito comprar na Zara do Brasil! Bem, até poderia comprar, mas acho desaforo pagar o que pedem por lá. E percebo que estou certíssima, melhor comprar produtos locais, mais barato.
Lindo lugar, um silêncio, ninguém, só eu e meu anjo de guarda, claro. Você vê a cidade lá do alto, a paz que invade a alma é grande e falei assim: obrigada Papai do Céu... Aproveito pra te fazer um pedido – na outra encarnação faz eu nascer turista porque tou gostando por demais. Amém!
Na volta passei no Turismo e me atenderam duas jovens senhoras que nem esta que vos fala, uma angolana e a outra francesa. Relembrei algumas palavrinhas do francês que ela foi me ajudando. E o papo rolou animado porque a angolana ama o Brasil e já trabalhou em Beagá, Rio e São Paulo. Faz três anos que voltou a Portugal, problemas com o filho que se envolveu com drogas, uma lástima. Vemos tanto isso no Brasil e sei o inferno que é. Mostrou-me fotos dele, um belo rapaz, 32 anos, casado, uma filhinha fofa de quatro. Ela, muito triste, mas muito forte, vai me contando. Eu lhe dou forças, digo que oração de mãe tem muito poder junto à Virgem Maria e que ela orasse todos os dias. E, claro, a partir daquele momento iria pedir por ela e por seu filho também. Trocamos telefones, endereços, mais gente legal que vou conhecendo.
Andei muito e lá pras 15h resolvi almoçar. Escolhi um lugar bonito, o restaurante é todo envidraçado e bem arrumado – Cervejaria Camões. Daí foi pedir uma cerveja porque a sede era muita e tomei no modelo Wanda que Thiago e Túlio conhecem bem.. risos... Gelada (não tanto quanto aí em casa) e bem depressa – o resultado foi o de sempre, uma tontura do capeta. Estômago vazio, a cerveja bateu, a cabeça fez “toimmmm” e fiquei “bebinha”. Ainda bem que era uma mini e o foguinho passou assim que chegou o Bife a Portuguesa: coração de alcatra grelhado na frigideira, puxado no alho e louro refrescado com vinho branco. Por cima parma. (ai, como é bom ser rica...). No lugar da batata frita pedi vagens e cenoura cozida. E vieram nadando no azeite delicioso daqui. Puta que pariu, vai ser bom pra lá. Comi tudinho, veio a quantidade ideal para mim. O cara do restaurante, um gayzinho dos mais grã-finos, me atendeu super bem e, ao acertar a conta, dei uma gorjeta legal (que eu detesto pobre) e ficamos conversando. Voltarei lá pra experimentar o bacalhau com natas. Uhuuuuuuuuuu..
Hotel, banho, roupa de frio, echarpe nova e chocolate quente com bolo. E vou dormir agora porque quero acordar mais cedo e ir à Fátima.
Depois eu volto...
Bjs meu eleitorado...
PALAVRINHAS NOVAS
- Machucar = aleijar (a palavra machucar não existe aqui, se você falar ninguém sabe o que significa; já no Brasil, se aleijarmos alguém, o coitado vai diretinho pra cadeira de rodas, né não?).
- ok, certo = pronto (palavra muito utilizada aqui, aliás, o tempo todo e sempre quando dizemos ok, certo, o português diz “pronto” e é bonito demais). Eles são impecáveis com a língua e dá prazer ouvir.
- bom = fixe (usado muito na politica)
- bacana = “é giro”, “é muito giro” – muito usado aqui pelas crianças e jovens de até uns 50 anos, pelo que percebi. O termo “legal”, que também usamos aí, aqui somente é utilizado para assuntos relativos à lei, portanto nossos irmãos ficam meio assim, com uma carinha esquisita, quando digo “que legal”.
Obs.: quem me conhece sabe que brinco demais com esse negócio de pobre... Please, não levem a sério minhas abobrinhas, é que sempre adoreiii o nosso Miguel Falabela que abusa do assunto.

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